Um pouco sobre o que espero de minha música. Um pouco sobre o que espero de minha vida. Minha Missão, de João Nogueira e Paulo César Pinheiro. O meu canto é uma missão/Tem força de oração! Meu silêncio interrompido pela música! A morte me percorre! Viver, assim, como quem dispara em direção ao absurdo suas esperanças, como quem contempla o absurdo e reverbera o sentido. Poeta Paulo César Pinheiro. Prefiro cantar e suspender o silêncio por um instante em que tudo se permeia de sentido!
domingo, 5 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Comédia da Vida Política
Zoon Politikós. Essa nossa passo para além da animalidade! A razão política, a confecção e a assinatura do Contrato que nos configura homens. Há poucos anos, a luta clandestina da resistência dos partidos e pensadores da esquerda. Resistência. Sangue. Vida. Morte. Superação dos princípios morais - tão caros! - em nome da liberdade. Questionáveis atitudes? Sem dúvida! Mas a tristeza - ou ódio? - em relação a fanfarronice do escancaramento do desprezo pelo político parece alcançar, em nosos dias, níveis inevitáveis! Preconceito? Talvez, confesso! Mas o grito da imbecilidade e, pasmem, da aceitação tácita de um estado de palhaçada generalizada me incomoda profundamente! Há aqueles que defendem: por que não? Da ladroagem, por que não partir para a palhaçada descarada? Eu concordo, confesso! Porém, não sem pesar! Estamos todos imersos no absurdo do sentido. Sim! Tudo uma questão de sentido! Afinal, que sentido, na pós[hiper]modernidade, conviver politicamente? Estranho! Penso estar convencido! Será? Prefiro, mesmo, os palhaços? Os malabaristas do riso solto, desprovido de racionalidade? Prefiro ficar com a questão! Pensar: em que medida? Até que ponto a democracia favorece? Abertura para a mediocridade? Abertura para a imbecilidade? Abertura para os despropositados? Abertura para a degenerescência do sentido íntimo do político? Pensemos duas mil duzentas e vinte e duas vezes antes de atolarmos os pés na merda - os sensatos me perdoarão a má palavra! Saudações!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Música
Voz. Epiderme. Amor. Tudo parece ser música. Cais. Caos. Tudo parece ser estrutura melódica. Tudo parece ser som. E a pobreza dos dias atuais? E a miséria da cultura dos dias atuais? E a música enletada das grandes corporações midiáticas? Aos diabos! Para quem quer se soltar, invento o cais! Eu prefiro, ainda, a antiguidade da música boa. Ainda ouço reverberar as palavras de um pseudo-libertário que fala seus impropérios na MTV. Velho Lobo! A ousadia de dizer que algo como Restart produz sonoridades interessantes! Velho Lobo! Decadence! Eu prefiro que se cale! Eu prefiro que se fie aos estultos! Velho Lobo! Aos diabos com a mediocridade escancarada! Aos diabos com a estupidez! Com a fraqueza dos imbecis! Com a servidão da adolescência ignara! Aos diabos com as calças multicoloridas! Aos diabos! Eu prefiro, ainda, minha velharia! Estúpidos os que não conservam o mínimo de dignidade! Saudações!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Um dia triste
Para as palavras tristes de hoje, Luz da Aurora, de Yamandu Costa e Hamilton de Holanda. Uma canção para falar da morte, do acaso. Triste quando uma vida nova se despede. Triste quando a vida se despede. Qualquer vida. Eu queria estar em silêncio. Quem sabe, até mesmo, esquecer as desventuras de um encontro fortuito, que resulta trágico. Novamente a morte. Penso uma tristeza maior: melhor aprender acostumar-me com a morte. Destino inevitável: todos morrem. Nunca aprendemos a morrer. Destino inevitável. Esse nosso nefasto "desejo de verdade" se encerra na morte, na inexplicabilidade da morte, de seu caráter incógnito. Eu queria estar em silêncio. Mas o estômago me incomoda. Prefere viver a tristeza e antecipar o consolo. Eu? Prefiro obedecer o corpo. Entristeço. Enraivecido com a vida, sigo questionando as mortes. Talvez seja culpa do destino. Saudações.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Mú[Luz]ica
Música. Luz. Imensa escuridão. Imensa Luz. Lembro a Luz do Moa. Lembro a Luz do samba do pandeiro de um outro Luz. Desde as raízes, Luz. Lembro da repreensão severa de um Luz que me ensinava o "surdo de crioulo". Não toque assim, menino! Sempre haverá Luz na minha música. Sempre essa Luz que me encaminha. Sempre o amor a funcionar como Luz intensa. Sempre a Luz pequena que reluz, assim, de tão branca. Luz da vila em que nasci, Vila Aparecida. Luz de santa. Da cidade, dos botequins, dos neons das baixadas da cidade em que vivo. Luz de um sorriso malandro que reservo para os cantos da boca. Sempre haverá Luz naquilo que desejo. Lembro a Luz da Aurora, de um Hamilton. Luz que direciona minhas palavras profanas. Lembro a antiga Luz, da iluminação profética de um mundo, aparentemente, sem Luz. Enganáva-mo-nos. Em tudo, um tanto de Luz.quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Um poema escrito em 23 do Abril de 2007(8)
Esse(a)
Esse nosso silêncio
Esse corpo
Essa carne
Essa manta que encobre o sangue na cama
Esse incêndio que arde e alardeia meu trêmulo desatino
Essa cópula...
... essa sensação imunda.
O sangue espúrio que esvai,
Esvai e não esgota
e suga a vida
e morde o seio
e invade o nu crucificado!
Queima
Queima
E não consome
Insone
Esse desejo volve, envolve...
... não enovela o gosto
Estica
Estética
Esteta
E reverbera um outro que era eu
Esse nosso silêncio
Esse corpo
Essa carne
Essa manta que encobre o sangue na cama
Esse incêndio que arde e alardeia meu trêmulo desatino
Essa cópula...
... essa sensação imunda.
O sangue espúrio que esvai,
Esvai e não esgota
e suga a vida
e morde o seio
e invade o nu crucificado!
Queima
Queima
E não consome
Insone
Esse desejo volve, envolve...
... não enovela o gosto
Estica
Estética
Esteta
E reverbera um outro que era eu
Sobre silêncios
Há aqueles que se dedicam em compreender minhas palavras! Felicidade? Há aqueles que teimam em minhas palavras. Entusiasmo? Elogia a coragem destes! Um instante da vida preso às idiosíncrasias de um medíocre!
Para a leitura de "Sobre silêncios", Pérolas aos poucos, de Zé Miguel Wisnik (http://www.letras.terra.com.br/na-ozzetti/286815). Eu jogo pérolas aos poucos, eis minha pretensão mais ousada!
Hoje, interrogado, respondi: meu silêncio, minha reverência! Tenho apregoado o silêncio como quem venera um santo, como quem se ajoelha diante da imagem. Eu prefiro o silêncio, eis a sentença tantas vezes repetida! Sinto meus silêncios como metafísica! Como minha assumpção! Meu silêncio. Cultivo meus silêncios em pequenos recipientes. Barro. Meu silêncio é feito de terra e corpo, do rasteiro. Meu silêncio, esse estado reverente que mantenho em relação ao inaudito da vida. Por que, isso? Por que, aquilo? Por que? Eu prefiro reverenciar a inexplicabilidade da vida com meus silêncios! Ando cansado das explicações. Metafísicas, religiosas, existenciais. Prefiro os silêncios. Uma pequena recordação de Wittgenstein. Escrevo essas palavras enquanto meus vizinhos rezam. Ouço. Muitas e repetidas "Aves Marias"! Eu prefiro o silêncio! O silêncio das explicações demasiadas, do palavrórios desenfreado dos desejosos de sentido! O sentido. Re-volto aos temas antigos, do antigo "Parafernália". Aprecio os temas antigos: sentido. Retomando Pessoa: o sentido íntimo das coisas! Eu prefiro o esquecimento! Esqueçamos, simplesmente. Criamos conceitos. Esqueçamos. Essa fé desabilitada nos conceitos! Eu? Prefiro meus silêncios! Sara me diz um "espertalhão"! Ouço demais, meneando a cabeça. Diz-me um "diplomata"! Talvez o seja, de fato! Mas o meu silêncio, creiam, é reverente! Ando cansado dos explicadores! Saudações!
Para a leitura de "Sobre silêncios", Pérolas aos poucos, de Zé Miguel Wisnik (http://www.letras.terra.com.br/na-ozzetti/286815). Eu jogo pérolas aos poucos, eis minha pretensão mais ousada!
Hoje, interrogado, respondi: meu silêncio, minha reverência! Tenho apregoado o silêncio como quem venera um santo, como quem se ajoelha diante da imagem. Eu prefiro o silêncio, eis a sentença tantas vezes repetida! Sinto meus silêncios como metafísica! Como minha assumpção! Meu silêncio. Cultivo meus silêncios em pequenos recipientes. Barro. Meu silêncio é feito de terra e corpo, do rasteiro. Meu silêncio, esse estado reverente que mantenho em relação ao inaudito da vida. Por que, isso? Por que, aquilo? Por que? Eu prefiro reverenciar a inexplicabilidade da vida com meus silêncios! Ando cansado das explicações. Metafísicas, religiosas, existenciais. Prefiro os silêncios. Uma pequena recordação de Wittgenstein. Escrevo essas palavras enquanto meus vizinhos rezam. Ouço. Muitas e repetidas "Aves Marias"! Eu prefiro o silêncio! O silêncio das explicações demasiadas, do palavrórios desenfreado dos desejosos de sentido! O sentido. Re-volto aos temas antigos, do antigo "Parafernália". Aprecio os temas antigos: sentido. Retomando Pessoa: o sentido íntimo das coisas! Eu prefiro o esquecimento! Esqueçamos, simplesmente. Criamos conceitos. Esqueçamos. Essa fé desabilitada nos conceitos! Eu? Prefiro meus silêncios! Sara me diz um "espertalhão"! Ouço demais, meneando a cabeça. Diz-me um "diplomata"! Talvez o seja, de fato! Mas o meu silêncio, creiam, é reverente! Ando cansado dos explicadores! Saudações!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Eu reverencio os mestres no Samba. No último Sábado, dia 07 de Agosto, estivemos em Piracicaba, no Clube do Samba. Roda de Samba, com os Amigos do Dito. Presença sempre ilustre do grande mestre Das Neves! Aprendo com a quietude dos mestres, com sua simplicidade. Bom fazer samba. Aprendi muito samba com que sempre fez samba bom, Paulo César Pinheiro. Eu prefiro a honestidade do sorriso calmo. Estamos no caminho! Jeito de malandro. Coração de aprendiz! Saudações!segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Palavras soltas, apenas!
Queria escrever algo sobre amor. Eu, o boêmio. Do amor, conheço pouco. No entanto, conheço essa sensibilidade que nos atinge. Eu, um pedaço poeta. Eu, um pedaço beberrão. Conheço do amor quando a vejo branca. Quando a vejo, assim, tanta. Essa pequinitude imensa! Não sou bons com definições. Estou sem dois dentes. Frágil. Gosto de sentir amor nos momentos mais inoportunos. Gosto do amor, quando da fragilidade. Gosto do amor, quando de minha miséria. Gosto do amor, quando das injúrias. Gosto do amor, quando dos risos com frivolidades. Gosto de caminhar. Vejo. Sinto a rua como quem sente a si mesmo. Prefiro o sim. Prefiro a afirmação da potência da rua. Não as suas obscuridades. Gosto da vida alheia. De poesia. Do cotidiano de minha cidade. Das pessoas de minha cidade. Dos cantos mais nefastos. Anita está latindo. A pequena Marrom assiste, imparcial. Deve ser mais uma daquelas brigas incompreensíveis. Eu prefiro os desvarios. Sempre. Como fico extasiado com os ascesses! Lembro a moça que degladia alguém pelo telefone. Aprecio. Preciso caminhar. Saudações
sábado, 7 de agosto de 2010
Idiossíncrasias, apenas
Mais divagações musicais! Ando apregoando meu apreço pelos silêncios! Refletindo, percebi que essa apreciação é fruto inconfesso do meu amor irreversível pelas sonoridades musicais! Para além dos silêncios, há música! Nos intervalos dos silêncios, há música! Essa compreensão do silêncio parece soar como um arrebatamento! Preciso pensar! Gosto da sonoridade do surdo, cobrindo silêncios! Preciso escrever algo nesse sentido! Depois escrevo! Mudando de assunto! Dias atrás me pediram que assistisse a um video no YouTube. Era um tal Pc Siqueira. Em suma, um desses ícones da juventude burra que manifesta suas idiossíncrasias desprovidas de base, absolutamente desprovida de critérios. Eu prefiro o silêncio! Resumo: ando descontente com a estúpidez! Da ignorância, aprecio a habilidade da manutenção da vida, da exigência da vida sem critérios racionalistas. Prefiro a ignorância, às vezes. O louco desce a rua e dorme/Na paz da santa ignorância, escrevi a alguns anos. Mas ando descontente com os pensadores juvenis, com suas câmeras portáteis, seus posts. Esse tresloucamento do pensamento fast. Do pensamento da desconexão, do infortúnio. Prefiro minhas provocações que ninguém lerá! Saudações, meus caros!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Sobre músicas e caminhadas
Estou ouvindo Maurício Tapajós. Saudades da infância! Do andar vago e despreocupado! Dias atrás caminhava como quem se perde intencionalmente! Acompanhava-me um amigo! Amigo Mazu! Lembro das andanças! Sempre desembocavam em conversas imensas, filosóficas até! Dias atrás. Aprecio o silêncio dessas conversas. Quando pensamos. Quando sentimos o tempo. O tempo que correu debaixo de nossos passos. Andar vagamente. Aprecio a despreocupação. Convivo com o desassossego da vida que mergulhávamos em nossas conversas. Longas conversas. Uma descoberta: aprendi a conviver com a incerteza! Hoje vou ao Moacyr Luz. Visitar o samba. Mais tarde volto comentando a ida, a vida, as incertezas, as querelas, os dissabores. Minhas palavras. Meus silêncios! Saudações!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Meu caro Mazu, li suas palavras como quem, finalmente, ri! Concordo com elas! Mas as tristezas são inevitáveis! São elas que nos tomam! Não as escolhemos! As acolhemos, isso é verdade! Mas explico meus dissabores! Ando cansado - como conversamos! - com as sonoridades que infestam nossas cidades! Nos carros, nas rádios, nas televisões! Ando cansado com a pobreza das manifestações! Com os trejeitos, tipos, modismos! Tenho direito ao silêncio! E me recusam esse direito! Hoje caminhava pela rua! Obrigaram-me a ouvir "gruda, gruda, na cintura da moleca". Senti-me molestado! Invadido! Como quem sofre corporeamente! Mas isso é só cansaço, amigo! Abandonei o ódio já! Fruto de nosso diálogo! Veja! Comungar é saudável! Abraços!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Sobre música e tristezas!
Para minhas palavras de hoje: Moacyr Luz! Mais especificamente: Coração do Agreste, do disco Voz e Violão, de 2005.
Para minhas palavras de hoje, uma cachaça! Para minhas palavras de hoje, uma tristeza! Hoje vi minha música enfraquecer-se! Vi minhas palavras soltas! Vi meus versos se irem! Mas recupero! Eu voltei pra ajuntar pedaços, disse Moacyr. Eu prefiro viver minha música! Prefiro que ela seja meu silêncio! Maldita mania de festivais! Produzir músicas para cantá-las! Isso enfraquece! Prefiro produzí-la no seu estado mais íntimo! Preciso pedir perdão à minha música!
Aproveito: aos corajosos, àqueles disposto e hábeis com as tristezas, indico audições! Moacyr Luz! Luz de iluminação tão intensa! Luz dos versos! Aos que se atrevem na imersão na vida, eu indico Moacyr! Aos covardes, aos imbecis: permaneçam com suas poesias porcas das modernidades televisivas! Continuem com suas tendências, seus modismos! Eu prefiro a revolta da sensibilidade!
Para minhas palavras de hoje, uma cachaça! Para minhas palavras de hoje, uma tristeza! Hoje vi minha música enfraquecer-se! Vi minhas palavras soltas! Vi meus versos se irem! Mas recupero! Eu voltei pra ajuntar pedaços, disse Moacyr. Eu prefiro viver minha música! Prefiro que ela seja meu silêncio! Maldita mania de festivais! Produzir músicas para cantá-las! Isso enfraquece! Prefiro produzí-la no seu estado mais íntimo! Preciso pedir perdão à minha música!
Aproveito: aos corajosos, àqueles disposto e hábeis com as tristezas, indico audições! Moacyr Luz! Luz de iluminação tão intensa! Luz dos versos! Aos que se atrevem na imersão na vida, eu indico Moacyr! Aos covardes, aos imbecis: permaneçam com suas poesias porcas das modernidades televisivas! Continuem com suas tendências, seus modismos! Eu prefiro a revolta da sensibilidade!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Ouço Alecrim. Na bonita viola de Domingos de Salvi. Boa música. Cansado do barulho das ruas, avenidas. Um pouco de passado para alimentar a saúde. Um pouco de silêncio. Um silêncio feito de notas, belíssimas notas. Hoje regravei Incelença de um sertanejo só. Faço coisas bonitas, às vezes. Descubro palavras. A paixão e a morte são filhas pequenas de um mesmo pai. Poesia. Ando com poucas palavras. Melhor calar.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Mais uma morte
Hoje soube. Mais um amigo de infância morto. Ouvia um samba. Soube. Todos morrem, afinal. Mas, ainda, há tristeza nas mortes. Lembro do velho Nilo. Dos porres. Das noites. Amigo é pra essas coisas. Volto mais tarde.
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